Nelson Mandela

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Nelson Mandela: um importante líder político da África do Sul

Nelson Mandela lutou contra o sistema de apartheid na África do Sul. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu. Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999. Considerado um guerreiro em luta pela liberdade e Prêmio Nobel da Paz (1993) pelo seu esforço conjunto para acabar de forma pacífica com o apartheid, dividido com Frederik Willem de Klerk. Luta contra o apartheid O apartheid, que significa “vida separada”, era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais. Filho de o Henry Mandela, chefe da uma tribo de Thembu, passou a infância na região da sua tribo onde foi educado. Ainda um jovem estudante do direito na University College de Fort Har, envolveu-se na luta de oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros direitos políticos, sociais e econômicos, embora estes fossem maioria na população. Na Universidade de Witwatersrand  diplomou-se em leis (1942) e uniu-se ao Congresso Nacional Africano (1944) e como membro do CNA destacou-se como ativista político. Então, juntamente com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, o Umkhonto we Sizwe ou Lança da Nação, um braço armado do CNA, e se tornou seu comandante (1944). Depois da eleição (1948) dar a vitória aos afrikaners do Partido Nacional, que defendiam uma política de segregação racial e preconceitos raciais, tornou-se seu mais ativo opositor e passou a atuar diretamente contra as políticas de apartheid do National Party. Participou do Congresso do Povo (1955) em que divulgou a Carta da Liberdade, um documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid. Assim, foi acusado de traição e sofreu um longo processo (1956-1961) do qual finalmente seria absolvido (1961). Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema e coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo. Acusado de sabotador e guerrilheiro, o Congresso Nacional Africano avaliou a proposta do uso da força para combater a segregação racial e concordou que seus membros que desejassem se envolver na luta armada não seriam punidos. O governo decretou a ilegalidade do CNA e outros grupos anti-apartheid, e passou a caçar o líder negro como um terrorista. No ano seguinte foi preso e condenado a cinco anos prisão com trabalhos forçados, por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Depois (1964), em novo julgamento pela sua atividade terrorista, foi sentenciado à prisão perpétua, escapando de uma pena de morte por enforcamento. Cumpriu pena na Robben Island Prison, longe de Cape Town (1964-1982), e depois em Pollsmoor Prison. Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo, cresceu a reputação internacional  e tornou-se o mais importante líder negro da África do Sul e um poderoso símbolo de resistência do movimento de anti-apartheid. Recusou um acordo condicional proposto pelo governo em troca de sua liberdade permanente. Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul. Mandela mergulhou fundo em sua luta e realizou (1991) à primeira conferência nacional do CNA na África do Sul e foi eleito seu presidente (1991-1997). Nas eleições presidenciais seguintes, as primeiras como os votos multirraciais, foi eleito como o primeiro presidente negro da África do Sul e exerceu o mandato de cinco anos (1994-1999), comandando a transição do regime de minoria, o apartheid. Reconhecidamente não fez um governo brilhante, mas ganhou respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa. Após o fim do mandato de presidente (1999), afastou-se da política partidária e voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Figura dotada de um inesgotável prestígio no país e no estrangeiro, provavelmente o político com maior autoridade moral no continente africano, o que lhe permitiu desempenhar o papel de conciliador em vários conflitos políticos no seu continente, anunciou sua aposentadoria da vida pública aos 85 anos, por causa das suas condições de saúde (2004). Além do Nobel, recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elisabete II, e a Medalha presidencial da Liberdade do presidente estadunidense George Bush, e uma das duas únicas pessoas de origem não-indiana a receber o Bharat Ratna, a mais alta distinção da Índia (1990). Também se tornou cidadão honorário do Canadá e um dos poucos líderes estrangeiros a receber a Ordem do Canadá (2001). Também foi premiado pela Anistia Internacional com o prêmio Embaixador de Consciência (2006) em reconhecimento à liderança na luta pela proteção e promoção dos direitos humanos. Particularmente se casou três vezes, sendo a primeira com Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou (1957) ainda na prisão, após 13 anos de casamento. Depois se casou com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se (1996) por causa de divergências políticas entre o casal. No seu 80º aniversário, casou-se então com Graça Machel, viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique e aliado do CNA. Publicou The Struggle Is My Life (1986), Forging a Democratic, Nonracial South Africa (1993) e Long Walk to Freedom (1994). Algumas frases de Nelson Mandela – “Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” – “Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação.” – “Não há caminho fácil para a Liberdade.” – “A queda da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre.” – “A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias.” – “A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo.” Dia Internacional de Nelson Mandela – A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento.

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Monteiro Lobato

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Monteiro Lobato: o precursor da literatura infantil no Brasil

Monteiro Lobato foi  contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô.  Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de dona Olímpia Augusta Monteiro Lobato, além de inventor e maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, tornar-se-ia um dos personagens mais interessantes da história recente desse país. Seus primeiros estudos foram feitos em Taubaté, transferiu-se para São Paulo matriculando-se na Faculdade de Direito pela qual se bacharelou (1904).
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis. Depois residiu durante sete anos em Areias, SP, onde trabalhou como promotor público. Abandonou o cargo e, por algum tempo, viveu na fazenda que herdara do avô. Nessa época começou a publicar os primeiros contos em O Estado de S. Paulo. Comprou a Revista do Brasil (1917), da qual já era colunista e nela editou sua primeira coletânea de contos, Urupês (1917), criando o personagem Jeca Tatu. O livro trouxe-lhe finalmente a fama, e algum tempo depois, o grande autor passou a se dedicar a à literatura infantil (1921), onde escreveu obras de grande imaginação, em que se valeu de recursos ficcionais como veículos didáticos da matemática, da geografia, da história e das ciências, entre eles Reinações de Narizinho (1921), O saci (1921), O marquês de Rabicó (1922), A caçada da onça (1924), Viagem ao céu (1932), Novas reinações de Narizinho (1933) e O Pica-Pau Amarelo (1939), que fizeram a alegria e paixão de muitas gerações de crianças no Brasil.
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.  Essas histórias desenvolviam-se em um local imaginário, o sítio do Pica-Pau Amarelo, suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens do folclore e lendas brasileiras que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.
Na política foi caracterizado como um intelectual engajado na causa do nacionalismo. Adido comercial nos Estados Unidos (1926-1931), de volta ao Brasil, publicou América (1932) e deu início a uma campanha nacionalista pela produção de aço e petróleo. Simpatizante comunista, publicou também O escândalo do petróleo e do ferro (1936) e tentou, sem êxito, organizar uma companhia petrolífera mediante subscrições populares, o que lhe valeu uma condenação pelo Tribunal de Segurança Nacional a seis meses de prisão. Após cumprida a metade da pena, foi libertado e mudou-se para a Argentina, mas logo voltou a morar no Brasil. Crítico de costumes, no qual não falta a nota do sarcasmo e da caricatura, em sua obra há livros de ficção e outros sobre questões sociais, políticas e econômicas, mas todos apresentam caráter nacionalista e interesse pelos problemas do país e pela construção de seu futuro. Esta luta pelo petróleo acabaria por deixá-lo pobre, doente e desgostoso.
Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.
Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras.
Morreu na madrugada de 5 de julho (1948) na capital de São Paulo, de um acidente vascular, e sob forte comoção nacional, seu corpo é velado na Biblioteca Municipal e o sepultamento realizado no Cemitério da Consolação

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Michelangelo

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Michelangelo: um gênio italiano da escultura universal

Michelangelo nasceu em Caprese, localidade próxima à cidade toscana de Arezzo, autor de obras imortais da escultura, como o Davi e o Moisés, da arquitetura, como a cúpula da basílica de São Pedro e da pintura, como os afrescos da capela Sistina.  Como grande parte dos pintores e escultores da época, Michelangelo começou a carreira artística sendo aprendiz de um grande mestre das artes. Seu mestre, que lhe ensinou as técnicas artísticas, foi Domenico Girlandaio. Quando ainda era criança, sua família mudou-se para Florença, onde entrou como aluno (1488) para o ateliê do pintor Domenico Ghirlandaio, com quem aprendeu as técnicas de afresco e painel. No ano seguinte, graças ao mecenato de Lourenço o Magnífico, passou a estudar escultura com Bertoldo di Giovanni no jardim onde a família senhorial de Florença conservava uma valiosa coleção de esculturas antigas. Em Florença, recebeu influências artísticas de vários pintores, escultores e intelectuais da época, já que a cidade era um grande centro de produção cultural.
Foi morar em 1492 na cidade italiana de Bolonha, logo após a morte de Lorenzo. Ficou nesta cidade por 4 anos, já que em 1496 recebeu um convite do cardeal San Giorgio para morar em Roma. San Giorgio tinha ficado admirado com a escultura em mármore Cupido, que havia comprado do artista. Nesta época, criou duas importantes obras, com grande influência da cultura greco-romana: Pietá e Baco, toda em mármore e que se encontra na basílica de São Pedro, no Vaticano. Retornando a Florença (1501), foi contratado para realizar as 15 figuras da capela Piccolomini da catedral de Siena e o colossal Davi, todo em mármore (1502-1504), hoje na Academia de Belas-Artes de Florença. Após o término do Davi (1504) começou a pintar o afresco Batalha de Cascina para a sala do conselho do Palazzo Vecchio florentino, pintura, posteriormente destruída, que gerou uma rivalidade entre ele e Leonardo da Vinci, que estava pintando A batalha de Anghiari na parede oposta. Desentendendo-se com o papa Júlio II por causa de pagamento de um projeto do mausoléu papal (1505), fugiu de Roma, mas em Florença, foi convencido por Piero Solderini a se desculpar, e o próprio Júlio II lhe encomendou então uma estátua em bronze para a
igreja de São Petrônio, (1507-1508). Entre os anos de 1508 e 1512 pintou o teto da Capela Sistina no Vaticano, sendo por isso comissionado por Leão X . Neste período também trabalhou na reconstrução do interior da Igreja de São Lourenço em Florença. Com a morte de Júlio II renegociou o contrato do mausoléu com seus herdeiros (1513). O projeto foi reduzido e ele idealizou para o sepulcro sua célebre estátua Moisés, em mármore, com as duas figuras torturadas de escravos. Com a volta dos Medici ao poder em Florença (1512), e com os papas Leão X e Clemente VII, membros dessa família, voltou a trabalhar quase que exclusivamente para a família em vários  projetos para Florença (1514-1534), como a capela mortuária na igreja de São Lourenço (1520-1534), sepulcros da família Medici, para muitos a maior obra do artista, e a Biblioteca Laurenziana  (1524), contratado por Clemente VII. A esta altura (1530) já alternava o trabalho em outras áreas com a criação de uma obra poética de grande sensibilidade. Nomeado pelo papa Paulo III (1534) escultor, pintor e arquiteto oficial do Vaticano, fixou residência definitiva em Roma. Pintou o grande afresco Juízo final (1536-1541), no altar da capela Sistina (detalhe na figura: Criação do sol e da lua), transferiu a estátua antiga do imperador Marco Aurélio para o centro da praça do Capitólio (1538), e reurbanizou-a, criou as janelas do segundo andar e a grande ante-sala do Palazzo Farnese, em Roma (1546), iniciou (1547) os trabalhos da construção da basílica de São Pedro, cuja grande cúpula da basílica é de sua autoria, construiu, dentro das ruínas das termas de Diocleciano, a grande igreja Santa Maria degli Angeli (1561-1564) e, entre as esculturas de seus últimos anos, destaca-se a Pietà Rondanini. Deu grande contribuição ao humanismo renascentista com uma notável obra literária, tanto em prosa como em verso, uma seqüência de mais de 300 sonetos, madrigais e outros tipos de poemas, inclusive fragmentos inacabados. Morreu em 18 de fevereiro de 1564, aos 89 anos de idade na cidade de Roma. Até os dias de hoje é considerados um dos mais talentosos artistas plásticos de todos os tempos, junto com outros de sua época como, por exemplo, Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio, Donatello e Giotto di Bondone. Alcançou um grau de sofisticação representativa  em suas figuras que prenunciou o barroco.
Relação das principais obras de Michelangelo:
- Afrescos do teto da Capela Sistina
- A criação de Adão
- Julgamento Final
- Martírio de São Pedro
- Conversão de São Paulo
- Cúpula da Basílica de São Pedro
- Esculturas: Davi, Leda, Moisés e Pietá
- Retratos da família Médici
- Livro de poesias: Coletânea de Rimas
- A Madona dos degraus (relevo)

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Martinho Lutero

Martinho Lutero

Lutero: precursor da Reforma Protestante na Europa

Precursor da Reforma Protestante na Europa, Lutero nasceu na Alemanha no ano de 1483 e fez parte da ordem agostiniana. Em 1507, ele foi ordenado padre, mas devido as suas idéias que eram contrárias as pregadas pela igreja católica, ele foi excomungado.
Teólogo e reformador alemão, natural em Eisleben, Saxônia-Turíngia, principal líder da Reforma, movimento religioso que, nas primeiras décadas do século XVI, levou à criação do protestantismo, baseado na idéia de que o perdão divino é um dom a ser aceito e não um prêmio a ser conquistado. Filho de um mineiro que chegou a conselheira na pequena cidade de Mansfeld cresceu num ambiente religioso e de disciplina rigorosa e, depois de estudar em Magdeburgo e Eisenach, graduou-se na Universidade de Erfurt  (1501-1505), onde estudou artes, lógica, retórica, física e filosofia e especializou-se em matemática, metafísica e ética. Decidiu então seguir a vida religiosa e entrou para o mosteiro dos eremitas agostinianos de Erfurt (1505), ordenando-se sacerdote (1507) e tornando-se teólogo. Prosseguiu sua formação na Universidade de Wittenberg e recebeu a proteção do vigário-geral dos agostinianos da Alemanha, Johann von Staupitz, que o enviou a Roma (1510), para tratar de assuntos da ordem. Sentindo-se chocado com a frivolidade da cúria romana e depois de doutorar-se em teologia, em Wittenberg (1512), deu início às suas idéias de reformas denunciando as deformações da vida eclesiástica e a mercantilização das indulgências, submetendo-as ao debate público (1517), iniciando sua ruptura com a hierarquia católica. Acusado de herege, foi apoiado por setores da nobreza e passou a trabalhar com seu mais famoso colaborador Philipp Melanchthon (1518). No encontro com um enviado do papa em Augsburgo, promovido pelo príncipe eleitor Frederico III, negou-se a se retratar e a aceitar a autoridade divina do papa. Redigiu, então, e apresentou os três célebres tratados que estabeleceram a base do luteranismo e o início da Reforma (1520).
Idéias e doutrina
Sua doutrina, salvação pela fé, foi considerada desafiadora pelo clero católico, pois abordava assuntos considerados até então pertencentes somente ao papado. Contudo, esta foi plenamente espalhada, e suas inúmeras formas de divulgação não caíram no esquecimento, ao contrário, suas idéias foram levadas adiante e a partir do século XVI, foram criadas as primeiras igrejas luteranas.
Apesar do resultado, inicialmente o reformador não teve a pretensão de dividir o povo cristão, mas devido à proporção que suas 95 teses adquiriram, este fato foi inevitável. Para que todos tivessem acesso as escrituras que, até então, encontravam-se somente em latim, ele traduziu a Bíblia para o idioma alemão, permitindo a todos um conhecimento que durante muito tempo foi guardado somente pela igreja. Para não ser preso refugiou-se no Castelo de Wartburg, sob a proteção de um nobre que tentava libertar seus domínios do poder político da Igreja e do Imperador católico Carlos V. Excomungado (1521) pelo papa Leão X e apoiado por setores da nobreza, passou a traduzir para o alemão o Novo Testamento, dando base a Doutrina Luterana. Rejeitando o celibato, abandonou o hábito de monge e casou-se com a ex-freira Catarina von Bora (1525).
Com um número maior de leitores do livro sagrado, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente e entre eles, encontravam-se muitos radicais. Precisou ser protegido durante 25 anos. Para sua proteção, ele contava com o apoio do Sábio Frederico, da Saxônia.
Foi responsável pela organização de muitas comunidades evangélicas e, durante este período, percebeu que seus ensinamentos conduziam a divisão.
O protesto contra essa situação criou a denominação protestantes e de protestantismo os demais movimentos reformadores que se espalharam por toda a Europa nos anos seguintes, como o do suíço Huldrych Zwingli, a quem se opôs principalmente quanto ao tema dos sacramentos (1529). Baseado nos seus escritos Kleiner Katechismus e Grosser Katechismus (1529), Melanchthon escreveu Augsburger Konfession (1530), a primeira declaração de fé do luteranismo sob as graças de seu mestre. Antes de se retirar para reassumir sua cátedra em Wittenberg (1531-1545), passou a direção do movimento reformador a Melanchthon. Concluiu a tradução completa da Bíblia (1534), que, juntamente com suas coleções de hinos e salmos, desempenhou papel fundamental na fixação da língua alemã e morreu em sua cidade natal.  Os pontos básicos da nova doutrina eram:
a) a justificação de Deus só pela fé;
b) o acesso ao sacerdócio para todos os fiéis;
c) a negação do valor dos sacramentos, exceto o batismo e a eucaristia como simbolismo da ceia;
d) a condenação ao culto dos santos e o valor da missa;
e) desconsideração da autoridade papal e a hierarquia da Igreja;
f) a negação de que o homem seja livre para praticar o bem e o mal;
g) a abolição da hierarquia e do celibato;
h) a instituição os pastores como ministros das igrejas;
h) o acesso mulheres ao ministério.
Além destas João Calvino acrescentou a doutrina da predestinação dos fiéis, a diferença essencial e incontornável entre os luteranos e os calvinistas. O apoio de diferentes setores da nobreza e camponeses fez o protestantismo difundiu-se rapidamente na Alemanha, provocando uma série de conflitos com os católicos e com Carlos V. Essa instabilidade de costumes religiosos fez surgir muitas seitas e grupos místicos, especialmente em Waldshut, Nuremberg, Suábia, Silésia, Leiden e Münster. Entre os movimentos rebeldes contra a autoridade papal que mais se destacaram foram a dos Cavalheiros, promovida por pequenos nobres que, cobiçando territórios e bens pertencentes à Igreja, tentavam apossar-se deles, e a dos Camponeses. Para não perder o apoio dos nobres, o líder reformista condenou ao extermínio os Camponeses, que sofreram mais de cem mil baixas, promovidas pelos Cavalheiros.

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Mario Quintana

Mario Quintana

Mario Quintana

Mário  Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20. Nasceu prematuramente na noite de 30 de julho de 1906, na cidade de Alegrete, situada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Seus pais, o farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e Virgínia de Miranda Quintana, ensinaram ao poeta aquilo que seria uma de suas maiores formas de expressão – a escrita. Coincidentemente, isso ocorreu pelas páginas do jornal Correio do Povo, onde, no futuro, trabalharia por muitos anos de sua vida.
O poeta também inicia na infância o aprendizado da língua francesa, idioma muito usado em sua casa. Em 1915 ainda estuda em Alegrete e conclui o curso primário, na escola do português Antônio Cabral Beirão. Aos 13 anos, em 1919, vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. É quando começa a traçar suas primeiras linhas e publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica e Literária dos Alunos do Colégio Militar.
Cinco anos depois sai da escola e vai trabalhar como caixeiro (atendente) na Livraria do Globo, contrariando seu pai, que queria o filho doutor. Mas Mario permanece por lá nos três meses seguintes. Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB. O poema era tão bom que seu Celso queria contar que era pai do poeta. Mas quem era JB? Mario, então, não perde a chance de lembrar ao pai que ele não gostava de poesia e se diverte com isso.
Em 1925 retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de propriedade de seu pai. Nos dois anos seguintes a tristeza marca a vida do jovem Mario: a perda dos pais. Primeiro sua mãe, em 1926, e no ano seguinte, seu pai. Mas a alegria também não estava ausente e se mostra na premiação do concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com A Sétima Passagem e na publicação de um de seus poemas na revista carioca Para Todos, de Alvaro Moreyra.
Corre o ano de 1929 e Mario já está com 23 anos quando vai para a redação do jornal O Estado do Rio Grande traduzir telegramas e redigir uma seção chamada O Jornal dos Jornais. O veículo era comandado por Raul Pilla, mais tarde considerado por Quintana como seu melhor patrão.
A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna à capital gaúcha e reinicia seu trabalho na redação de O Estado do Rio Grande.
Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. Dois anos depois ele decide deixar a Editora Globo e transferir-se para a Livraria do Globo, onde vai trabalhar com Erico Verissimo, que lembra de Quintana justamente pela fluência na língua francesa. É por esta época que seus textos publicados na revista Ibirapuitan chegam ao conhecimento de Monteiro Lobato, que pede ao poeta gaúcho uma nova obra. Quintana escreve, então, Espelho Mágico, que só é publicado em 1951, com prefácio de Lobato.
Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra.
Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Esta homenagem, concedida em 1967, e uma placa de bronze eternizada na praça principal de sua terra natal, Alegrete, no ano seguinte, sempre eram citadas por Mario como motivo de orgulho. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha Negrinho do Pastoreio.
A década de 80 traz diversas honrarias ao poeta. Primeiro veio o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Mais tarde, em 1981, a reverência veio pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços de Passo Fundo, durante a Jornada de Literatura Sul-rio-grandense, de Passo Fundo.
Em 1982, outra importante homenagem distingue o poeta. É o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Oito anos depois, outras duas universidades, a Unicamp, de Campinas (SP), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro concedem o mesmo tipo de honraria a Mario Quintana. Mas talvez a mais importante tenha vindo em 1983, quando o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, passa a chamar-se Casa de Cultura Mario Quintana. Ao comemorar os 80 anos de Mario Quintana, em 1986, a Editora Globo lança a coletânea 80 Anos de Poesia. Três anos depois, ele é eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, pela Academia Nilopolitana de Letras, Centro de Memórias e Dados de Nilópolis e pelo jornal carioca A Voz. Em 1992, A Rua dos Cataventos tem uma edição comemorativa aos 50 anos de sua primeira publicação, patrocinada pela Ufrgs. E, mesmo com toda a proverbial timidez, as homenagens ao poeta não cessam até e depois de sua morte, aos 88 anos, em 5 de maio de 1994.

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Mario de Andrade

Mario de Andrade

Mario de Andrade

Mario de Andrade foi poeta, escritor, musicólogo, folclorista, crítico e jornalista brasileiro nascido em São Paulo, formou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, passando a lecionar neste mesmo local posteriormente. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Considerado o sistematizador dos estudos musicológicos no Brasil com a publicação do Ensaio sobre a música brasileira, São Paulo (1928). Estudou no Ginásio do Carmo e depois (1911) matriculou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, nos cursos de piano e canto, formando-se em piano (1917). Nesse ano, em que perdeu o pai, publicou os primeiros ensaios de crítica de arte, em jornais e revistas, e seu primeiro livro Há uma gota de sangue em cada poema sob o pseudônimo de Mário Sobral. Durante sua trajetória, Mario de Andrade fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore e também passou por vários cargos públicos, entre estes, foi diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo.  Com fama de erudito, tornou-se professor de história da música e de estética musical do Conservatório (1922) e publicou Paulicéia desvairada. Assumiu a cátedra de história da musica e de piano (1924) e passou a trabalhar em música, produzindo uma série de obras em que fixou as bases teóricas para a formação de uma consciência musical brasileira, e publicou seu primeiro romance, Amar, verbo intransitivo (1927), e sua obra mais importante, Macunaíma (1928). Foi diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo (1935-1936), quando criou a Discoteca Pública Municipal, da Orquestra Sinfônica de São Paulo, do Quarteto Haydn, do Coral Paulistano e de um Coral Popular. Motivos políticos provocaram seu afastamento e a mudança para o Rio, onde iniciou como professor da Universidade do Distrito Federal. Assumiu a direção do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro (1936), onde também passou a lecionar filosofia e história da arte. Foi um dos criadores do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1936) e, um ano depois, fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo e organizou o I Congresso da Língua Nacional Cantada. Trabalhou no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1939), mas seu amor à São Paulo o fez retornar à capital paulista (1941), para ser assessor técnico da seção paulista do IPHAN e lecionar no Conservatório Dramático e Musical. Inúmeros trabalhos e escritos seus, publicados em jornais e revistas, foram incorporados às suas Obras completas (1944), publicadas pela Livraria Martins Editora de São Paulo, em 20 volumes.
Apesar de ter sido uma pessoa com inúmeras ocupações, este artista modernista sempre tinha tempo para ajudar os escritores que ainda não eram conhecidos.
Enquanto viveu, ele lutou pela arte com seu estilo de escrita puro e verdadeiro. Certo de que a inteligência brasileira necessitava de atualização, este escritor modernista nunca abandonou suas maiores virtudes: a consciência artística e a dignidade intelectual.
A Segunda Guerra Mundial afetou profundamente o ânimo do poeta e parece que essa foi uma fase de grande angústia existencial. Muitíssimos outros volumes de textos seus foram publicados após seu falecimento, ocorrido em São Paulo. É o Patrono da Cadeira n. 40 da Academia Brasileira de Música. Outras obras publicadas em vida pelo autor e que mereceram destaque na história da música brasileira foram Compêndio de história da música (São Paulo, 1929), reescrito posteriormente com o nome de Pequena história da música (São Paulo, 1942), Modinhas imperiais (São Paulo, 1930), Música, doce música (São Paulo, 1933), A Música e a canção populares no Brasil (Rio de Janeiro, 1936) e Música do Brasil (São Paulo, 1941). Publicou também poesias como Paulicéia desvairada (1922), Losango cáqui (1926), Clã do jabuti (1927), Remate de males (1930), Poesia (1941), Lira paulistana e O carro da miséria (1946), os contos Primeiro andar (1926), Belazarte (1934), Contos novos (1946) e os ensaios A escrava que não é Isaura (1925), Música do Brasil (1941), O movimento modernista (1942) e  O empalhador de passarinhos (1944).

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Maquiavel

Maquiavel

Nicolau Maquiavel: um dos grandes teóricos do Renascimento

Nicolau Maquiavel foi historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Estadista e escritor italiano nascido em Florença, que com as teorias expostas no livro “O Príncipe” revolucionou a teoria do estado e criou as bases da ciência política e, por isso, considerado como o primeiro teórico moderno e um gênio da ciência política. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.
Vida e obras
Filho de pais pobres, Maquiavel desde cedo se interessou pelos estudos. Aos sete anos de idade começou a aprender latim. De infância e juventude praticamente desconhecidas, apareceu para a política quando foi nomeado (1498) chanceler e, depois, secretário das Relações Exteriores da República de Florença. Logo depois passou a estudar ábaco e língua grega antiga. Porém, com a restauração da família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época, passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise política e social.
Embora cargos modestos, foi sua oportunidade de ver os bastidores da atividade política, no dia a dia. Desempenhou missões no exterior (França, Suíça, Alemanha) e foi embaixador junto a César Borgia (1502-1503), filho do papa Alexandre VI, cuja política enérgica e sem escrúpulos o encheu de admiração. Com a retomada de Florença pelos Medicis (1512), foi preso e amargou um exílio na propriedade de San Casciano, perto de Florença.
Em 1513, escreveu sua obra mais importante e famosa “O Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes como governar e manter o poder absoluto, mesmo que tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do ideal de unificação italiana.
Isolado dedicou-se a escrever e criou a teoria política que lhe deu fama e que expôs no livro Il príncipe (1513-1516). Anistiado, voltou a Florença para exercer funções político-militares e tornou-se historiador oficial da república (1520).
Entre os anos de 1517 e 1520, escreveu “A arte da guerra”, um dos livros menos lidos do autor.
Em 1520, Maquiavel foi indicado como o principal historiador de Florença.
Nos “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio”, de 1513 a 1521, Maquiavel defende a forma de governo republicana com uma constituição mista, de acordo com o modelo da República de Roma Antiga. Defende também a necessidade de uma cultura política sem corrupção, pautada por princípios morais e éticos. Após o saque de Roma (1527) pelo imperador Carlos V, do Sacro Império Romano-Germânico, a república florentina foi restabelecida, mas o grande estadista foi visto como favorito dos Medicis, e excluído de toda atividade política. E assim o genial autor morreu pobre e desolado, na sua cidade natal. Outros notáveis livros do inesquecível autor foram Discorsi sopra la prima deca di Tito Livio (1516) e L’arte della guerra (1517), complementos da leitura de Il príncipe, La mandragola (1524), considerada a maior comédia da literatura italiana, e Istorie fiorentini (1520-1525), considerada a primeira obra da historiografia moderna.
O termo “maquiavélico”
Em função das idéias defendidas no livro “O Príncipe”, o termo “maquiavélico” passou a ser usado para aquelas pessoas que praticam atos desleais (até mesmo violentos) para obter vantagens, manipulando as pessoas. Este termo é injustamente atribuído a Maquiavel, pois este sempre defendeu a ética na política.
Frases de Maquiavel
- “Os homens ofendem mais aos que amam do que aos que temem.”
- “O desejo de conquista é algo natural e comum; aqueles que obtêm sucesso na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado.”
- “Nada faz o homem morrer tão contente quanto o recordar-se de que nunca ofendeu ninguém, mas, antes, ajudou a todos.”
- “Quem do prazer se priva e vive entre tormentos e fadiga, do mundo não conhece os enganos.”
- “Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos.”
- “A ambição é uma paixão tão forte no coração do ser humano, que, mesmo que galguemos as mais altas posições, nunca nos sentimos satisfeitos.”
- “Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.”
- “O homem que tenta ser bondoso todo tempo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons.”
- “O homem esquece-se de forma mais fácil a morte do pai do que a perda do patrimônio”.
- “Na política, os aliados atuais são os inimigos de amanhã.”

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Manoel Bandeira

Manoel Bandeira

Manoel Bandeira: um dos grandes poetas da literatura brasileira

Manuel Bandeira foi um notável poeta do modernismo brasileiro nasceu em Recife, Pernambuco, no ano de 1886.  Teve seu talento evidenciado desde cedo quando já se destacava nos estudos.
Manoel Bandeira foi o construtor de  uma das maiores obras poéticas da moderna literatura brasileira. Foram seus pais o engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e Francelina Ribeiro de Sousa Bandeira, desde os 10 anos morou no Rio de Janeiro, onde cursou o secundário (1897-1902) no Externato do Ginásio Nacional, hoje Colégio Pedro II, e bacharelou-se em letras. Matriculou-se em Engenharia na Escola Politécnica de São Paulo (1903) mas abandonou o curso no ano seguinte vítima de tuberculose. Em busca de cura esteve em Campanha, Minas Gerais, Teresópolis e Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, e, por fim, Clavadel, Suíça (1913-1914). Após sua recuperação, ele retornou ao Brasil e publicou seu primeiro livro de versos, Cinza das Horas, no ano de 1917; porém, devido à influência simbolista, esta obra não teve grande destaque.
Dois anos mais tarde este talentoso escritor agradou muito ao escrever Carnaval, onde já mostrava suas tendências modernistas.  Curado passou a se dedicar a crítica de artes plásticas, crítica literária e musical para vários jornais e revistas. Posteriormente, participou da Semana de Arte Moderna de 1922, descartando de vez o lirismo bem comportado. Passou a abordar temas com mais encanto, sendo que muitos deles tinham foco nas recordações de infância.  Nessa atividade colaborou (1925) na seção Mês modernista do jornal A Noite, na revista A Idéia Ilustrada e na revista musical para o Diário Nacional, de São Paulo, escreveu crítica de cinema para o Diário da Noite, do Rio de Janeiro, e para A Província, do Recife (1930-1931) e fez crítica de artes plásticas em A Manhã, do Rio de Janeiro (1941). Começou a escrever crônicas para o Jornal do Brasil (1955) e, depois, escreveu crônicas semanais para o programa Quadrante, da Rádio Ministério da Educação (1961-1963) e para os programas Vozes da Cidade e Grandes poetas do Brasil, da Rádio Roquette-Pinto (1963-1964). Publicou livros de poemas como Poesias (1924), Poesias escolhidas (1937), Poesias completas (1940), Poemas traduzidos (1945), Obras poéticas (1956) e Estrela da tarde (1960). Também escreveu em prosa obras sobre poetas, biografias, ensaios literários, histórias da literatura etc, além de antologias como Antologia dos poetas brasileiros da fase romântica (1937), Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana (1938) e Antologia dos poetas brasileiros bissextos contemporâneos (1946).
Além de poeta, Manuel Bandeira exerceu também outras atividades: jornalista, redator de crônicas, tradutor, integrante da Academia Brasileira de Letras e também professor de História da Literatura no Colégio Pedro II e de Literatura Hispano-Americana na faculdade do Brasil, Rio de Janeiro.
Este, que foi um dos nomes mais importantes do modernismo no Brasil. Foi eleito em 29 de agosto de 1940 para a cadeira nº 24 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Luís Guimarães Filho, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, aos 82 anos de idade.
Suas obras:
POESIA: Poesias, reunindo A cinza das horas, Carnaval, O ritmo dissoluto (1924), Libertinagem (1930), Estrela da manhã (1936), Poesias escolhidas (1937), Poesias completas, reunindo as obras anteriores e mais Lira dos cinqüenta anos (1940), Poesias completas, 4a edição, acrescida de Belo belo (1948), Poesias completas, 6a edição, acrescida de Opus 10 (1954), Poemas traduzidos (1945), Mafuá do malungo, versos de circunstância (1948), Obras poéticas (1956), 50 Poemas escolhidos pelo autor (1955), Alumbramentos (1960), Estrela da tarde (1960).
PROSA: Crônicas da província do Brasil (1936), Guia de Ouro Preto (1938), Noções de história das literaturas (1940), Autoria das Cartas chilenas, separata da Revista do Brasil (1940), Apresentação da poesia brasileira (1946), Literatura hispano-americana (1949), Gonçalves Dias, biografia (1952), Itinerário de Pasárgada (1954), De poetas e de poesia (1954), A flauta de papel (1957), Prosa, reunindo obras anteriores e mais Ensaios literários, Crítica de Artes e Epistolário (1958), Andorinha, andorinha, crônicas (1966), Os reis vagabundos e mais 50 crônicas (1966), Colóquio unilateralmente sentimental, crônica (1968).
ANTOLOGIAS: Antologia dos poetas brasileiros da fase romântica (1937), Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana (1938), Antologia dos poetas brasileiros bissextos contemporâneos (1946). Organizou os Sonetos completos e Poemas escolhidos de Antero de Quental, as Obras poéticas de Gonçalves Dias (1944), as Rimas de José Albano (1948) e, de Mário de Andrade, Cartas a Manuel Bandeira (1958).

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Machado de Assis

Machado de Assis

Machado de Assis: um dos mais importantes escritores brasileiros.

Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor. Fez os estudos primários em uma escola pública do bairro de São Cristóvão e foi aluno do Padre Silveira Sarmento, que o contratou como sacristão. Interessou-se então pelo estudo de línguas e aprendeu francês, inglês e alemão. Consta que aprendeu francês com uma senhora de nome Gallot, dona de uma padaria, e latim com o vigário quando foi sacristão de Lampadosa. Iniciou sua carreira de escritor após empregar-se na Livraria e Tipografia Paula Brito, onde conheceu escritores e jornalistas. Aos 16 anos publicou seu primeiro poema, Ela (1855), no jornal Marmota Fluminense, da empresa Paula Brito, escreveu sua primeira peça teatral, Desencantos (1861), e seu primeiro livro em prosa, Crisálida (1864). A partir daí colaboraria no Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro, Jornal da Tarde (Ressurreição, 1872), Semana Ilustrada, O Globo (A mão e a luva, 1874), Jornal das Famílias (Histórias românticas e Relíquias de casa velha, 1874-1876), Gazeta de Notícias, na Revista Brasileira e em O Cruzeiro (Iaiá Garcia, 1878), periódicos onde publicou boa parte de sua obra inicial. Nomeado ajudante do diretor do Diário Oficial  (1867), dois anos mais tarde casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã do poeta português Faustino Xavier de Novais, que teve importância decisiva na sua vida, pois ao longo dos 35 anos de uma vida conjugal harmoniosa, o escritor teve o apoio e a serenidade necessária para a criação de sua obra. No serviço público foi nomeado primeiro-oficial da secretaria do Ministério da Agricultura, Viação e Obras Pública (1873) e oficial de gabinete do ministro da Agricultura (1880). Passou à categoria de oficial da Ordem da Rosa (1888) e a diretor-geral da Viação (1892). Fundou, com outros intelectuais, a Academia Brasileira de Letras (1896), da qual foi eleito o seu primeiro presidente, cargo que ocupou até sua morte. Embora tenha cultivado quase todos os gêneros literários: poeta, teatrólogo, cronista, crítico literário etc, destacou-se essencialmente como contista e romancista. Como contista produziu algumas obras-primas como as coletâneas Contos Fluminenses (1870), Histórias da Meia-Noite (1873) Papéis avulsos (1882), Histórias sem data (1884), Várias histórias (1896), Páginas recolhidas (1899) e Relíquias de casa velha (1906). Como romancista os mais impressionantes foram Helena (1876), Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), O Alienista (1882), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908). Como dramaturgo escreveu 13 comédias ligeiras (1861-1896), algumas publicadas posteriormente, destacando-se Os deuses de casaca (1866), O bote de rapé (1878), Tu, só tu, puro amor (1880), Não consultes médico (1896) e Lição de botânica (1906). Como poeta os destaques foram Falenas (1870), Americanas (1875) e Ocidentais (1879-1880). Após a morte da esposa (1904), sua genialidade entrou em decadência. Morreu quatro anos depois, no Rio de Janeiro, em 29 de setembro, tendo sua oração fúnebre proferida pelo acadêmico Rui Barbosa. Foi  o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.

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Leonardo da Vinci – Pesquisa Escolar Pronta

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci: renascença suas invenções, pinturas, projetos científicos.

Leonardo da Vinci foi um artista renascentista italiano nasceu em 15/04/1452. Existem algumas dúvidas sobre a cidade de seu nascimento: para alguns historiadores, seu berço foi  em Anchiano, enquanto para outros, foi numa cidade, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.
Biografia
Foi um dos mais importantes pintores do Renascimento Cultural. É considerado um gênio, pois se mostrou um excelente anatomista, engenheiro, matemático músico, naturalista, arquiteto, inventor e escultor. Seus trabalhos e projetos científicos quase sempre ficaram escondidos em livros de anotações (muitos escritos em códigos), e foi como artista que conseguiu o reconhecimento e o prestígio das pessoas de sua época.
Leonardo da Vinci fez estágio no estúdio de Verrochio (importante artista da época), na cidade de Florença. Viveu uma época em Milão, onde trabalhou para a corte de Ludovico Sforza. Até 1506, realizou trabalhos principalmente em Florença e tudo indica que nesta época tenha pintado sua obra mais famosa: a bela e enigmática Gioconda. Trabalho para o rei Francisco I da França, onde realizou belos trabalhos. Faleceu na França no ano de 1519.
Essencialmente um filósofo, mas diante de toda sua versatilidade, é considerado também engenheiro, mecânico, arquiteto, projetista, escultor, desenhista, pintor, geólogo, botânico, filósofo, músico e conhecedor de anatomia acima do nível de sua época, praticando repetidas e cuidadosas dissecações de animais e de cadáveres humanos, desenhando o que via. Na física, estudou os efeitos do atrito e enunciou definições para força, percussão e impulso. Estudou ainda as condições de equilíbrio sobre um plano inclinado e enunciou o teorema do polígono de sustentação da balança. Realizou pesquisas originais sobre os centros de gravidade, antecipando-se a Galileu, e idealizou uma máquina destinada a testar a resistência dos fios metálicos à tração. Expressou os princípios elementares da continuidade, divulgou estudos básicos sobre escoamento de fluidos e sugeriu projetos de máquinas hidráulicas. Projetou uma roda d’água cujo princípio seria posteriormente utilizado para a construção da prensa hidráulica (1510). Aprofundou-se no estudo da reflexão e refração da luz, especialmente através do olho. Na mecânica determinou os princípios da construção de um aparelho mais pesado do que o ar, capaz de voar com a ajuda da força do vento. Entre seus desenhos incluem-se esboços de um aparelho bastante parecido com o helicóptero moderno e os esquemas de um pára-quedas e de um escafandro. Como projetista militar elaborou vários desenhos de canhões, metralhadoras, carros de combate, pontes móveis e barcos, bem como estudos sobre a melhor maneira de abordagem de um barco grande por um pequeno e o esquema de um submarino. Inventou também máquinas hidráulicas destinadas à limpeza e dragagem de canais, máquinas de fiar, trivelas, tornos e perfuratrizes. Também se antecipou aos urbanistas com seus projetos de cidades. Na pintura conhecem-se apenas cerca de 10 telas de autenticidade indiscutível. Muitas de suas obras se perderam, foram destruídas ou ficaram inacabadas.
Principais características das pinturas de Da Vinci: utilização da técnica artística da perspectiva, uso de cores próximas da realidade, figuras humanas perfeitas, temas religiosos, uso da matemática em cálculos artísticos, imagens principais centralizadas, paisagens de fundo, figuras humanas com expressões de sentimento, detalhismo artístico.
Pouco antes de morrer, no castelo de Cloux, perto de Amboise, na França, em 2 de maio (1519), nomeou seu discípulo predileto, Francisco Melzi, herdeiro de todos os valiosos estudos, desenhos e anotações que deixava. Melzi preservou cuidadosamente a herança, mas com sua morte, cerca de cinqüenta anos após a do mestre, os manuscritos se dispersaram. Conservaram-se cerca de 600 desenhos, que representam talvez a terça parte de sua vasta produção. Por falta de interesse e como não sabia latim e nem tinha instrução universitária que lhe dessem prática literária, não publicou nenhuma obra literária. O que se conhece e se pode avaliar deste gênio é através de suas anotações particulares, repletas de projetos de aparelhos mecânicos. Seu Tratado sobre a pintura é um dos livros mais influentes da história da arte. Foi o maior representante do Renascimento, um movimento artístico, científico e literário que floresceu na Europa no período correspondente entre à Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna, do século XIII ao XVI, com o berço na Itália e tendo em Florença e Roma como seus dois centros mais importantes. Gioconda (Mona Lisa): principal obra de Da Vinci
Principais trabalhos de Da Vinci:
Trabalhos de pinturas (artes plásticas): Gioconda (Mona Lisa) , Leda, Dama do Arminho, Madonna Litta, Anunciação, A Última Ceia, Ginevra de Benci, São Jerônimo, Adoração dos Magos, Madona das Rochas, Retrato de Músico, São João Batista, Madona do Fuso, Leda e o Cisne
Trabalhos de  invenções: máquina voadora, máquina escavadora, isqueiro, pára-quedas, besta gigante sobre rodas, máquina a vapor, submarino.
Trabalhos Científicos: homem vitruviano, anatomia do tronco, estudo de pé e perna, anatomia do olho, estudo da gravidez, estudos e embriões.
Projetos de Arquitetura: Projeto arquitetônico de uma cidade projeto de um porto, templo centralizado.
Você sabia?
Leonardo da Vinci é considerado o pai da técnica do sfumato. Esta técnica consiste em criar gradientes perfeitos numa pintura, criando luz e sombra.
Frases de Leonardo da Vinci:
- “A sabedoria é filha da experiência.”
- “Quem pouco pensa, muito erra.”
- “A simplicidade é a máxima sofisticação”.
- “O tempo dura muito para aqueles que sabem aproveitá-lo.”

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Islândia

Islândia

Islândia

Conhecido pelas geleiras, fiordes, vulcões e gêiseres que embelezam sua paisagem, a Islândia é um país é economicamente desenvolvido e a população desfruta de elevado padrão de vida. Localizado no extremo norte do Oceano Atlântico, próximo do Círculo Polar Ártico, o território islandês é a segunda maior ilha do planeta, e não possui fronteira terrestre com nenhum país. Essa nação européia é conhecida como “terra do gelo”.
Islândia tem cerca de seis mil quilômetros de litoral, com abundância de fiordes (penetrações do mar sobre antigos vales glaciais da costa). O território se constitui de um planalto com altitude média de 500m. Mais de 200 vulcões, utilizados como fontes geotérmicas para calefação doméstica, e cerca de cem geleiras cobrem aproximadamente um oitavo do território. O vulcão mais importante é o Hekla, com 1.491m de altitude. Apesar da elevada latitude da ilha, o clima não é hostil no litoral oeste, devido à influência da corrente marítima quente do golfo do México. No resto do país, o clima é frio. Nos meses de maio e junho, o sol ilumina o país durante o dia e a noite. O maior dos rios da Islândia é o Thjörsá e existe ainda grande número de pequenos lagos. A vegetação é paupérrima, formada principalmente de musgos e liquens. A fauna, de escassos mamíferos, é rica em pássaros marinhos nos penhascos e apresenta falcões e águias nas montanhas. Nos rios e lagos há salmões e trutas. Entre os peixes e crustáceos de água salgada abundam o arenque, bacalhau, camarão e lagosta.
O país possui extensão territorial de 103 mil quilômetros quadrados, apresentando relevo montanhoso, além de atividade vulcânica e o fenômeno gêiseres, que consiste em fontes intermitentes de água quente, de origem vulcânica, cuja erupção promove o lançamento de água para o ar, alcançando até 60 metros de altura. Esse fenômeno é muito importante, pois quebra as calotas de gelo (que cobrem 12% do território nacional) e proporciona energia para o aquecimento de residências (energia geotérmica).
A pesca, responsável por 40% das exportações, é a principal atividade econômica do país, em especial o bacalhau. Essa atividade tem influência direta no setor industrial, visto que o segmento alimentício é impulsionado pela diversidade de peixes. A Islândia, nas últimas duas décadas, tem fortalecido a indústria de software e a biotecnologia. Outro setor essencial é o turismo, sobretudo o ecoturismo.
A metade dos islandeses se concentra na capital, Reikjavik. A população se caracteriza pela homogeneidade étnica: aproximadamente oitenta por cento dos habitantes descende de noruegueses. Os restantes descendem de escoceses e irlandeses. O idioma oficial é o islandês, derivado do antigo escandinavo dos séculos IX e X. Ao longo do século XX registrou-se um pronunciado êxodo rural e emigração para o Canadá e os Estados Unidos.
Os islandeses desfrutam de um dos melhores padrões de vida do planeta. O país oferece excelente sistema de previdência social. Conforme dados divulgados em 2009 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Islândia ocupa o 3° lugar no ranking mundial de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), apresentando média de 0,969. Sua taxa de mortalidade infantil está entre as menores do mundo: 3 óbitos a cada mil nascidos vivos; todos os habitantes acima de 15 anos são alfabetizados; a expectativa de vida é de 81,6 anos e os serviços de saneamento ambiental atendem a todas as residências.
DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: República da Islândia (Lýdveldid Ísland).
Nacionalidade: islandesa.
Data nacional: 17 de junho (Dia da Pátria).
Capital: Reykjavík.
Cidades principais: Reykjavík (108 351) (1998); Kópavogur (18 553), Hafnarfjördur (17 938), Akureyri (15 009) (1996).
Idioma: islandês (oficial).
Religião: cristianismo 95% (luteranos 90,5%, outros protestantes 3,5%, católicos 1%), sem filiação 1,9%, outras 3,1% (1996).
GEOGRAFIA:
Localização: noroeste da Europa.
Hora local: +3h.
Área: 102 819 km2.
Clima: subpolar (maior parte) e temperado oceânico (S).
POPULAÇÃO:
Total: 280 mil (2000), sendo islandeses 99%, outros 1% (1996).
Densidade: 2,73 hab./km2.
População urbana: 92% (1998).
População rural: 8% (1998).
Crescimento demográfico: 1% ao ano (1998).
Fecundidade: 2,1 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 77/81 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 5 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: menor do que 5% (2000).
IDH (0-1): 0,927 (1998).
POLÍTICA:
Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 7 distritos.
Principais partidos: da Independência (IP), Progressista (PP), Esquerda Unificada, Aliança Verdes-Esquerda.
Legislativo: unicameral – Parlamento, com 63 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1944.
ECONOMIA:
Moeda: nova coroa islandesa.
PIB: US$ 7,9 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 11% (1998).
PIB indústria: 26% (1998).
PIB serviços: 63% (1995).
Crescimento do PIB: 5% ao ano (1998).
Renda per capita: US$ 27 830 (1998).
Força de trabalho: 150 mil (1998).
Agricultura: batata, raízes e tubérculos.
Pecuária: bovinos, ovinos, eqüinos.
Pesca: 2,2 milhões t (1997).
Mineração: diatomito, ferrossilício, pedra-pomes.
Indústria: metalúrgica (alumínio), siderúrgica (ferrossilício), produtos minerais não metálicos (diatomito), fertilizantes, materiais de construção (cimento) e alimentícia (peixe).
Exportações: US$ 1,9 bilhão (1998).
Importações: US$ 2,4 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, Dinamarca, Alemanha, Reino Unido.

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Irlanda

Irlanda

Irlanda

A Irlanda é um país europeu localizado a noroeste do continente. O seu território não está fisicamente ligado à Europa, tendo em vista que ocupa uma grande ilha situada a oeste do Reino Unido. O território irlandês abrange uma área de 70 284 km², onde vivem cerca de 4,5 milhões de habitantes.
A ilha da Irlanda é dividida pela República da Irlanda (ocupa grande parte do território) e a Irlanda do Norte. Na costa oeste irlandesa há colinas e montanhas baixas, já no centro do país a superfície é relativamente plana, cortada por rios, com o Shannon; além da presença de grandes lagos, como o Loughs. O clima predominante é o temperado oceânico, sendo que os verões quase não são quentes e os invernos são rigorosos. As regiões planas do interior são essencialmente constituídas por terrenos agrícolas, com exceção de algumas zonas ligeiramente acidentadas, e por grandes áreas de pântanos e lagos. A oeste erguem-se montanhas costeiras que atingem, por vezes, mais de 1000 m de altitude. Cerca de um terço da população vive em Dublim.
O país atualmente ocupa um lugar de destaque no quesito socioeconômico, pois possui a quinta melhor renda per capita do mundo e o quinto melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do planeta, apresentando uma elevada qualidade de vida.
A economia irlandesa não possui uma grande dimensão, apesar disso, é moderna e tem forte ligação e dependência com o setor do comércio. A economia do país era extremamente envolvida com a agricultura, no entanto, atualmente essa importância foi transferida para o setor industrial, que representa 38% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. A indústria responde por 80% das exportações e cerca de 30% da PEA (População Economicamente Ativa) se encontra atuando nesse setor.
Na República da Irlanda, as línguas oficiais são: o irlandês, celta nativo e o inglês (oficial secundário). Quanto à religião, 86,8% se consideram católicos, o restante é da igreja da Irlanda, além de adeptos do judaísmo e do protestantismo.
A Câmara Baixa do Parlamento, ou Dáil, é composta por 166 deputados e a Câmara Alta, ou Seanad, é composta por 60 membros. As eleições para o Parlamento são realizadas de cinco em cinco anos. O Presidente, eleito por um período de sete anos exerce, sobretudo funções de representação.
Embora a história da Irlanda tenha conhecido alguns períodos agitados e conturbados, os irlandeses sempre foram conhecidos pelo seu gosto pela música e pelas suas lendas. Muitas vezes referida como terra de santos e de sábios, a Irlanda foi berço de muitos escritores famosos de língua inglesa, como Yeats, Joyce, Beckett, Wilde e Shaw, bem como de grupos e cantores de rock mundialmente conhecidos, como os U2, The Corrs e Sinéad O’Connor.
A cozinha tradicional irlandesa é essencialmente constituída por pratos simples à base carne e legumes cozidos como, por exemplo, batata, cenoura, nabo e pastinaca.
DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: República da Irlanda (Poblacht Na h’Éireann/Republic of Ireland).
Nacionalidade: irlandesa.
Data nacional: 17 de março (Dia de São Patrício, padroeiro do país).
Capital: Dublin.
Cidades principais: Dublin (952.700), Cork (180.000), Limerick (79.100), Galway (57.400), Waterford (44.200) (1996).
Idioma: irlandês e inglês (oficiais), gaélico.
Religião: cristianismo 94,3% (católicos 91,6%, Igreja Anglicana Irlandesa 2,3%, presbiterianos 0,4%), outras 5,7% (1991).
GEOGRAFIA:
Localização: oeste da Europa.
Hora local: +3h.
Área: 70.285 km2.
Clima: temperado oceânico.
Área de floresta: 6 mil km2 (1995).
POPULAÇÃO:
Total: 3,7 milhões (2000), sendo irlandeses 93,7%, ingleses 3,6% (do Reino Unido ou do País de Gales), ingleses 1% (da Irlanda do Norte), americanos 0,4%, escoceses 0,4%, outros 0,9% (1996).
Densidade: 52,64 hab./km2.
População urbana: 59% (1998).
Crescimento demográfico: 0,7% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 1,9 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 74/79 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 7 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: menor do que 5% (2000).
IDH (0-1): 0,907 (1998).
POLÍTICA:
Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 26 condados.
Principais partidos: Republicano (Fianna Fáil-FF), da Irlanda Unida (Fine Gael-FG), Trabalhista (LP), Sinn Féin.
Legislativo: bicameral – Senado, com 60 membros (11 indicados pelo primeiro-ministro e 49 eleitos por voto indireto); Casa dos Representantes, com 166 membros eleitos por voto direto. Ambos com mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1937.
ECONOMIA:
Moeda: Euro.
PIB: US$ 81,9 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 5,1% (1998).
PIB indústria: 37,6% (1998).
PIB serviços: 57,3% (1998).
Crescimento do PIB: 7,7% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 18.710 (1998).
Força de trabalho: 2 milhões (1998).
Agricultura: trigo, cevada, beterraba, batata.
Pecuária: bovinos, ovinos, suínos.
Pesca: 329,5 mil t (1997).
Mineração: chumbo, zinco, turfa.
Indústria: produtos eletrônicos.
Exportações: US$ 63,8 bilhões (1998).
Importações: US$ 44,3 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Reino Unido, EUA, Alemanha, França.

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Hungria

Hungria

Hungria

A Hungria é um país europeu que não tem acesso ao mar, seu território limita-se com a Eslováquia, ao norte; com a Áustria e a Eslovênia, a oeste; com a Croácia e Servia, ao sul; com a Romênia, a leste; e com a Ucrânia, a noroeste.  O seu território é essencialmente plano, com montanhas de baixa altitude a norte. O Lago Balatão, uma estância turística muito popular, é o maior lago da Europa Central.
Os húngaros descendem dos magiares que se instalaram na região dos Cárpatos em 896. A Hungria tornou-se um país cristão no ano 1000 sob o reinado de Santo Estêvão. A língua húngara não tem quaisquer afinidades com as dos países vizinhos, sendo apenas vagamente aparentada com o finlandês e o estónio.
Os principais rios do país são o Danúbio e o Tirza, sendo o primeiro navegável por 418 quilômetros em território húngaro. Na Hungria há um grande lago, o Balaton, que cobre uma área de 592 km², considerado o maior lago da Europa Central e Oriental.
Quanto ao clima, o que prevalece é o do tipo temperado, continental com verões quentes e secos e invernos frios e chuvosos. A temperatura média anual é de 9,7°C, e a média de chuvas é de 600 mm ao ano.
Os húngaros descendem dos magiares que se instalaram na região dos Cárpatos em 896. A Hungria tornou-se um país cristão no ano 1000 sob o reinado de Santo Estêvão. A língua húngara não tem quaisquer afinidades com as dos países vizinhos, sendo apenas vagamente aparentada com o finlandês e o estónio.
Etnicamente, o povo é constituído a partir de húngaros, apesar de haver minorias étnicas, como ciganos, alemães, eslovacos, croatas, romenos, ucranianos e sérvios, que falam o húngaro.
A maior parte da população é cristã, divida entre católicos (maioria) e um número significativo de protestante.
A capital, Budapeste, formou-se a partir de duas cidades distintas: Buda e Peste. Estendendo-se por ambas as margens do rio Danúbio, a cidade, que é conhecida pelas suas termas, possui um patrimônio cultural e histórico muito rico. A Hungria possui um Parlamento unicameral ou Assembléia Nacional que é constituído por 386 deputados, eleitos por um mandato de quatro anos.
A Hungria possui alguns recursos naturais limitados (bauxite, carvão e gás natural), bem como solos férteis e terras aráveis. Os vinhos húngaros são apreciados em toda a Europa. O país exporta principalmente equipamento elétrico e eletrônico, maquinaria, produtos alimentares e produtos químicos.
A Hungria é um país com grande tradição musical. A sua música popular serviu de inspiração a grandes compositores como Liszt, Bartók e Kodály. Entre os húngaros mais famosos, são de destacar Albert Szent-Györgyi, que descobriu a vitamina C, Imre Kertész, Prêmio Nobel da Literatura, e o realizador István Szabó, vencedor de um óscar.
DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: República da Hungria (Magyar Köztársaság).
Nacionalidade – húngara.
Data nacional – 20 de agosto (Dia da Constituição).
Capital – Budapeste.
Cidades principais: Budapeste (1.838.753), Debrecen (205.032), Miskolc (176.629), Szeged (159.133), Pécs (158.607) (1999).
Idioma: húngaro (oficial), alemão, eslovaco, ucraniano, sérvio, esloveno, croata, hebraico.
Religião: cristianismo 88,6% (católicos 63,1%, protestantes 25,5%), sem filiação e ateísmo 11,4% (1997).
GEOGRAFIA:
Localização: centro-sul da Europa.
Hora Local: +4h.
Área: 93.033 km2.
Clima: temperado continental.
Área de floresta: 29 mil km2 (1995).
POPULAÇÃO:
Total: 10 milhões (2000), sendo húngaros 90%, ciganos 4%, alemães 3%, sérvios 2%, outros 1% (1996).
Densidade: 107,49 hab/km2.
População urbana: 64% (1998).
Crescimento demográfico: -0,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 1,37 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 67/75 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 10 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 0,6% (2000).
IDH (0-1): 0,817 (1998).
POLÍTICA:
Forma de governo: República parlamentarista.
Divisão administrativa: 19 condados e a Capital.
Principais partidos: Federação dos Jovens Democratas-Cívico Húngaro (Fidesz-MPP), Socialista Húngaro (MSzP), Aliança dos Democratas Livres (SzDSz), Forum Democrático Húngaro (MDF).
Legislativo: unicameral – Assembléia Nacional, com 386 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1949 (com emendas em 1989).
ECONOMIA:
Moeda: forint.
PIB: US$ 47,8 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 6% (1998).
PIB indústria: 34% (1998).
PIB serviços: 60% (1998).
Crescimento do PIB: 0,5% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 4.510 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: trigo, milho, beterraba, cevada, batata.
Pecuária: bovinos, suínos, aves.
Pesca: 21,9 mil t (1997).
Mineração: gás natural, carvão.
Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, química, petroquímica (plástico), construção.
Exportações: US$ 23 bilhões (1998).
Importações: US$ 25,7 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Alemanha, Federação Russa, Áustria, Itália, Holanda, EUA.

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Holanda

Holanda

Holanda

A Holanda é também conhecida como os Países Baixos. Na verdade, o nome correto do país é Países Baixos. Holanda é o nome de duas das maiores províncias (Norte e Sul), por isso se passou a usar essa designação informal para este país. A Holanda está limitada a norte e a oeste com o Mar do Norte, a leste com a Alemanha e a sul com a Bélgica. A Holanda tem uma superfície de 41.526 km2 e uma população de 16,15 milhões de habitantes. Situado no coração da Europa, tem um posicionamento privilegiado o que possibilita fácil acesso a outras capitais européias, como Bruxelas, Berlim e Paris. Aproximadamente um quarto do país está abaixo do nível do mar.
Embora Amsterdã seja a capital constitucional, Haia tem a sede do governo, a residência real e a maior parte das embaixadas.
O país é um dos mais densamente povoados do mundo. Os holandeses são conhecidos pelos seus diques, tulipas, moinhos, tamancos e sua tolerância social. Suas políticas liberais são frequentemente mencionadas e usadas como (bons ou maus) exemplos nos demais países.
Um aspecto notável do país é o fato de ser extremamente plano. Aproximadamente metade do território fica a menos de 1 metro acima do nível do mar, e boa parte das terras estão, de facto, abaixo do nível do mar. O ponto mais alto, Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se a uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão protegidas por diques e barragens. Partes dos Países Baixos, inclusive quase toda a moderna província da Flevolândia, foram conquistadas ao mar – estas áreas são conhecidas como polderes. O país é dividido em duas partes principais pelos rios Reno (Rijn), Waal e Mosa (Maas).
A sociedade neerlandesa é multicultural. Há várias comunidades de outros países vivendo na Holanda. Isso faz com que os holandeses sejam considerados um dos povos mais receptivos com estrangeiros da Europa.
A cultura no país é pulsante. Os Países Baixos detém a maior concentração de museus por habitante do mundo, e o povo holandês sabe como ninguém combinar cultura tradicional com modernidade e orientação internacional.
DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: Reino da Holanda (Koninkrijk der Nederlanden).
Nacionalidade: neerlandesa.
Data nacional: 30 de abril (aniversário da Rainha).
Capital: Amsterdã, Haia (sede do governo).
Cidades principais: Amsterdã (715.148), Roterdã (589.987), Haia (442.159), Utrecht (233.951), Eindhoven (197.766) (1997).
Idioma: neerlandês.
Religião: cristianismo 54% (católicos 33%, Igreja Reformista Holandesa 14%, calvinistas 7%), islamismo 4,1%, hinduísmo 0,5%, sem filiação 39%, outras 2,4% (1995).
GEOGRAFIA:
Localização: oeste da Europa.
Hora local: +4h.
Área: 41.526 km2.
Clima: temperado oceânico.
Área de floresta: 3 mil km2 (1995).
POPULAÇÃO:
Total: 15,8 milhões (2000), sendo neerlandeses 96%, indonésios, guianeses e outros 4% (1996).
Densidade: 380,48 hab./km2.
População urbana: 89% (1998).
População rural: 11% (1998).
Crescimento demográfico: 0,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 1,5 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 75/81 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 6 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: não há.
IDH (0-1): 0,925 (1998).
POLÍTICA:
Forma de governo: Monarquia parlamentarista.
Divisão administrativa: 12 províncias.
Principais partidos: Trabalhista (PvdA), Apelo Cristão-Democrático (CDA), Popular por Liberdade e Democracia/Liberal da Holanda (VVD), Democrata 66 (D66).
Legislativo: bicameral – Primeira Câmara, com 75 membros eleitos por voto indireto pelos 12 conselhos provinciais; Segunda Câmara, com 150 membros eleitos por voto direto. Ambas com mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1983.
ECONOMIA:
Moeda: Euro.
PIB: US$ 381,8 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 3% (1998).
PIB indústria: 27% (1998).
PIB serviços: 70% (1995).
Crescimento do PIB: 2,6% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 24.780 (1998).
Força de trabalho: 7 milhões (1998).
Agricultura: beterraba, batata, cereais, legumes e verduras, frutas, flores e bulbos.
Pecuária: bovinos, ovinos, suínos, aves.
Pesca: 550 mil t (1997).
Mineração: gás natural, petróleo.
Indústria: alimentícia, máquinas, química.
Exportações: US$ 198,6 bilhões (1998).
Importações: US$ 153 milhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, EUA, França.

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Grécia

Grécia

Grécia

O país é considerado o berço da civilização ocidental, da filosofia, da literatura, da dramaturgia e da idéia moderna de democracia. A Grécia possui mais monumentos da Antiguidade que qualquer outra nação européia. Dentre eles, vários são patrimônios da humanidade, como o Sítio Arqueológico de Olímpia, onde nasceram os jogos Olímpicos, o Oráculo de Delfos, local de culto ao Deus Apolo, e a Acrópole, assentada no coração da capital, Atenas. Aos seus pensadores da Antiguidade devem-se grandes progressos nos domínios da filosofia, da medicina, da matemática e da astronomia. As cidades-Estado gregas foram pioneiras do desenvolvimento das formas de governo democrático. O patrimônio histórico e cultural da Grécia continua a repercutir-se no mundo moderno nos campos da literatura, arte, filosofia e política.
Situada próximo da intersecção da Europa com a Ásia, a Grécia é o Estado mais meridional da Península dos Balcãs, no sudeste da Europa O seu território inclui mais de 2000 ilhas nos mares Egeu e Jónico, das quais somente 165 são habitadas. Faz fronteira a norte com a Bulgária, e com a Albânia; a leste com a Turquia; a sul com o Mar Mediterrâneo e a oeste com o Mar Jônico. O Monte Olimpo é o pico mais alto do país.
A riqueza histórica grega, juntamente com suas belezas naturais com praias de clima ameno e águas claras, atrai milhões de visitantes, o que faz do turismo uma das principais atividades econômicas do país. Nas montanhas de solo pobre e rochoso, predominam plantações de uva e azeitona, das quais a Grécia é um dos grandes exportadores mundiais.
Atualmente, a Grécia é uma república, assente na Constituição de 1975. Os 300 deputados do Parlamento unicameral são eleitos por um mandato de quatro anos. O país está dividido em 13 regiões administrativas.
Mais de metade da indústria grega está concentrada na região de Atenas. Os principais sectores da economia grega são a agricultura, o turismo, a construção civil e a construção naval.
Entre os gregos mais conhecidos do nosso tempo contam-se o realizador Kostas Gavras, o Prémio Nobel da Literatura Odysseus Elitis e o compositor Mikis Theodorakis.
A base da cozinha grega é a carne de borrego e de cabrito, mas os pratos de peixe são igualmente muito apreciados. O azeite, que é produzido em grandes quantidades, contribui para o sabor característico da comida grega.
DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: República Helênica (Hellenike Demokratía).
Nacionalidade – grega.
Data nacional – 25 de março (Independência).
Capital – Atenas.
Cidades principais: Atenas (748.110), Salônica (377.951), Pireu (169.622), Patras (155.180), Héraclion (117.167) (1995).
Idioma: grego (oficial).
Religião: cristianismo 98,1% (ortodoxos gregos 97,6%, católicos 0,4%, protestantes 0,1%), islamismo 1,5%, outras 0,4% (1982).
GEOGRAFIA:
Localização: sudeste da Europa.
Hora local: +5h.
Área: 131.957 km2.
Clima: mediterrâneo.
Área de floresta: 65 mil km2 (1995).
POPULAÇÃO:
Total: 10,6 milhões (2000), sendo gregos 98%, outros 2% (1996).
Densidade: 80,33 hab./km2.
População urbana: 60% (1998).
população rural: 40% (1998).
Crescimento demográfico: 0,3% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 1,28 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 76/81 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 8 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 2,8% (2000).
IDH (0-1): 0,875 (1998).
POLÍTICA:
Forma de governo: República parlamentarista.
Divisão administrativa: 10 regiões subdivididas em divisões administrativas.
Legislativo: unicameral – Parlamento, com 300 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1975.
ECONOMIA:
Moeda: Euro.
PIB: US$ 120,7 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 11% (1998).
PIB indústria: 18% (1998).
PIB serviços: 71% (1995).
Crescimento do PIB: 1,7% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 11.740 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: frutas, legumes e verduras, cereais, beterraba, tabaco.
Pecuária: caprinos, suínos, ovinos, aves.
Pesca: 214,2 mil t (1997).
Mineração: bauxita, minério de ferro, linhito, pedra-pome.
Indústria: alimentícia, metalúrgica, têxtil, vestuário, química.
Exportações: US$ 10,3 bilhões (1998).
Importações: US$ 25,8 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Itália, Alemanha, França, Holanda (Países Baixos), Reino Unido.

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