Foto Galeria | Casas Adobe – COB – Superadobe – parte 3

Agradeçemos o Fonte: Green Anarchy – Por uma vida mais simples

A técnica de construção do SUPERADOBE foi desenvolvida nos anos 80 pelo iraniano radicado nos Estados Unidos, Nader Khalili. As paredes da construção são erguidas com sacos preenchidos com subsolo local. O saco é um grande tubo de polipropileno com aproximadamente 50 cm de largura, que é adquirido em bobinas por metro ou quilo. Um pedaço do saco é cortado no comprimento desejado e vai sendo preenchido com terra através de um funil. Assim vão sendo formadas as “fiadas” que depois são apiloadas e cobertas por outra fiada, sucessivamente, até a parede ser completamente erguida. Técnica extremamente econômica, grande parte do material da construção consiste de terra, excelente isolante natural, resultando em economia nos gastos com refrigeração e aquecimento. Não exige mistura específica de areia ou argila, sendo adaptável até mesmo a regiões com solo extremamente arenoso. Um grupo de 5 pessoas treinadas pode erguer em apenas 3 semanas uma casa de 75 metros quadrados. A técnica não requer grandes conhecimentos técnicos, qualquer pessoa pode colaborar na construção de sua própria casa. Não há necessidade do transporte de materiais até o local, pois o superadobe usaria o próprio solo para o preenchimento dos sacos. Também não seriam necessários materiais como telhas e vigas para a construção das coberturas, pois a técnica do superadobe também permite a construção de cúpulas simplificando muito a obra.

Infelizmente muitas casas de adobe são construídas sem os cuidados necessários, gerando rápida degradação do material e conferindo a impressão de ser o adobe um material ineficiente. No entanto a História já o comprovou um material de grande durabilidade. O Proyecto de Investigación PROTERRA, hoje Rede PROTERRA vinculado ao wub-Programa HABYTED, que por sua vez se remete ao CYTED, desde o ano de 2001 vem divulgando e fomentando o uso da arquitetura de terra através da organização de seminários internacionais e oficinas de transferência de tecnologia, reunindo profissionais de países ibero-americanos.

Adobe: Como fazer Tijolo Ecológico de Barro! Adobe! Técnica que consiste em moldar o tijolo cru em formas de madeira, onde o bloco de terra é seco ao sol, sem que haja a queima do mesmo. A mistura a ser moldada pode ser feita apenas com água e terra ou com o acréscimo de estabilizante e fibras naturais. Amassando com os pés, forma-se uma mistura plástica. Os tijolos de adobe são usados em paredes, abóbadas, cúpulas, entre outras.

In Al Deira Hotel, Gaza. Vantagens do uso do adobe: Baixo custo. Conforto térmico. Material regional. Pode ser preparado no próprio local da construção. Rapidez na preparação dos tijolos. Uma variação do adobe é o BTC – Bloco de Terra Comprimida, tijolos, normalmente estabilizados com cal, cimento ou outro material, confeccionado em prensas manuais tipo Cinma-ram.

Construção de COB é uma técnica tradicional que vem sendo usada por milênios e em todos os tipos de climas. As paredes de COB são necessariamente grossas e as janelas ficam em nichos profundos, dando às construções uma aparência interna característica. As paredes espessas também servem como massa térmica, fazendo com que a casa tenda a ficar quente no inverno e fresca no verão, funcionando bem em períodos mais curtos, tornando a temperatura interna fria de dia e quente a noite. Surpreendentemente, o material é totalmente ESTÁVEL em climas úmidos e chuvosos, e contanto que a estrutura seja cuidada apropriadamente o cob não se deteriora; muitas casas de cob de Devon, uma das regiões mais úmidas da Inglaterra, estão em uso há séculos. O cob tem muita similaridade com o Adobe, mas enquanto o adobe é usado para fazer blocos o cob é usado para esculpir a parede da fundação para cima em uma peça única.

No Reino Unido, milhares de edifícios de COB ainda existem, alguns com mais mais de 500 anos de idade. No sudoeste dos Estados Unidos, o COB foi desenvolvido de forma independente pelos povos indígenas. No YEMEN, ainda estão firmes os edifícios “espiga” de 9 andares e mais de 700 anos de idade. Com a Revolução Industrial veio fábricas e transporte barato no Ocidente, fazendo tijolos, madeira moída, cimento e aço prontamente disponíveis. A produção em massa levou a promoção desses novos materiais como sinais de “progresso”. A percepção do COB como “habitação das pessoas pobres” levou ao seu quase desaparecimento. Em 1985, não havia qualquer edifício novo de COB no Reino Unido… por mais de 60 anos!

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