BAMBU
“Belo porque é simples e simples porque é belo”
Planta nobre, sagrada, de grande respeito em todo planeta. Na sua história é símbolo da multiplicação e generosidade.
Admirada, honrada em todas as nações que a conhece. No japão ela representa “BUDA”; os chineses acreditam que o seu oco é um compartimento de pureza e morada dos deuses e Monteiro Lobato nos disse que é a morada do gnono Saci.
Pesquisas nos mostram que é tão durável e resistente quanto o concreto, madeira, e em relação à tração é comparada ao aço.
Planta arborecente da família das gramíneas e da cana-de-açúcar; constituída de fibras, colmos ocos e nervuras verdes, amarelas ou estriadas; de origem asiática, encontra-se espalhada por todas as regiões tanto em locais secos, quanto onde há neve e pelo mundo vem sendo usada em diversos setores da economia e da sobrevivência humana; seja na alimentação, na produção do álcool, celulose, reflorestamento, artesanato, decoração, movelaria, estruturas e construções.
APELIDOS
Bambu Balde – Bambu Gigante
Bambu Bengala – Bambu Chinês
Bambu Comum – Bambu da Índia
Bambu Chinês – Bambu caniço
Bambu Grácil – Bambu Taquara
Bambu Imperial – Bambu Brasil
Bambu Trepador – Bambu Taquaril
Bambu Preto – Bambu Verde
Bambu Bambuzinho
Classificação Botânica
Família = gramíneas
Morfologia
Bambu é uma planta verde-amarela que nunca perde suas folhas. É uma planta dura, porém flexível. Já nasce no diâmetro e pode atingir até 30 metros de altura em até 6 meses, porém sua idade adulta é de 3 a 6 anos.
ESPÉCIES
Planta pesquisada e estudada por admiradores e universidades em todo o mundo, chegou-se a conclusão “sem números exatos” que existem 180 gêneros, os quais se dividem em aproximadamente 5.000 espécies em todo o mundo e no Brasil encontramos aproximadamente 200 espécies diferentes, sendo quatro nativas.
JATIVOCA e GAMBAÚBA na região Norte; TAQUARA e TAQUARUÇU em Minas Gerais.
ESPÉCIES MAIS ENCONTRADAS E UTILIZADAS NO BRASIL:
- PHYLLOSTACHYS HETEROCICLA (Bambu Chinês)
São bambus que atingem até 12 metros de altura com diâmetro variando entre 2 a 6 cm, com entre-nós próximos e baixíssimo teor de amido e açúcar; forma de crescimento alastrante, atinge a idade adulta com 3 anos e cujo tratamento é feito a base de fogo. É muito utilizado para artesanato, movelaria e até em construções.
- PHYLLOSTACHYS VIRIDIS – (Vara de pesca)
Utilizado para pescaria, decoração e artesanato.
- PHYLLOSTACHYS MAKIKO e KIKO (Bambu Joelho)
Utilizado na decoração e paisagismo.
- BAMBUSA TULDA E TULDÓIDES
Bambus que na idade adulta (3 anos), atingem até 15 metros de altura e diâmetro entre 3 e 9 cm. Crescem de forma aglomerada com entre-nós longos variando 3 a 70 cm e cor verde-escura. Utilizado no trançado e cestaria.
- BAMBUSA VULGARIS VITATA (Bambu Brasil ou Imperial)
Espécie de bambu gigante com diâmetro de até 16 cm e altura de até 20 mt. Suas cores amarelo com listras verdes o torna um dos mais belos, porém de altíssimo teor de amido e açúcar é facilmente atacado por pragas. Muito utilizado na fabricação de celulose (Todo saco de cimento no Brasil é feito das fibras deste bambu).
- BAMBUSA VUGARES CHARADER
Irmão do bambu Imperial, de cor verde-escuro brilhante com altíssimo teor de amido e açúcar é muito utilizado na fabricação de celulose, cestaria e trançado.
- DENDROCALUMUS GIGANTEUS
Espécie de bambu gigante com diâmetro entre 10 e 22 cm, podendo atingir até 30 m com médio de teor de amido e açúcar. Deve ser tratado à base de água, é utilizado na contrução civil, movelaria, etc.
- BAMBUSA GUADUA
Bambu gigante de origem colombiana, mas encontrado com facilidade no centro-oeste do Brasil com baixíssimo teor de amido e açúcar e forma de crescimento alastrante. Ótimo para construção civil.
OUTRAS ESPÉCIES E UTILIDADES
PHYLLOSTACHYS PURPURATA – Usado em jardins
PHYLLOSTACHYS ÁUREA – Usado na ornamentação
BAMBUZA GRACILIS – Usado na construção de vara de pesca
|
|
||||
GÊNEROS – Região de Origem
- ARUNDINÁRIA – Natural do Himalaia, China, América e África
- BAMBUSA – Ásia tropical, América e África
- BOSBRANIA – China
- BRACHYSTACHYUM – China
- CHYMONOBAMBUSA – Himalaia – China e Japão
- CHUSQUEA – América do Sul
- DENDROCALAMUS – Ásia tropical
- DREPANOSTACHYUM – Europa
- HIBANOBAMBUSA – Europa
- INDOCALAMUS – China, Malásia, Europa e América.
- OTATEA – México e Guatemala
- PHYLLOSTACHYS – China,Vietnã, Índia e Nepal
- PLEIOBLASTUS – China e Japão
- PSEUDOSASA – Ásia
- SASA – Japão
- SASAELLA – Japão
- SASAMORPHA – Leste da Ásia
- SEMIARUNDINARIA – Leste da Ásia
- SHIBATAEA – China e Japão
- SIMOBAMUSA – China e Europa
- SINARUNDINÁRIA – China e Himalaia
- THAMNOCALAMUS – Ásia
TRATAMENTOS NATURAIS
TRATAMENTO POR AQUECIMENTO à base de fogo
-Utiliza-se botijão de gás butano P13 e maçarico com chama média ou forno.
-Consiste em passar o fogo lentamente na vara, sempre da raiz para a ponta, sem voltar, até que a vara mude de cor (passe do verde para o amarelo claro). Utiliza-se, ainda, um pano umedecido com óleo para limpesa.
TRATAMENTO POR IMERSÃO
- Corte a vara na idade adulta (3 a 6 anos)e deixe em pé na sombra por 10 dias. Depois lave e mergulhe em um tanque por um período de 35 dias (Em água parada, trocar uma vez por semana), depois tirar, lavar e deixar em pé na sombra por mais 10 dias para secagem.
TRATAMENTOS QUÍMICOS
- Método transpiração de folhas.
- Método com tampa – substituição de seiva.
- Método impermeabilização.
- Método a base de fumaça.
*todo produto químico é prejudicial à saúde.
CULTIVO
As variedades devem ser plantadas de acordo com o uso pretendido.
| CELULOSE - BAMBUZA VULGARIS - DENDROCALAMUS GIGANTEUS - PHYLLOSTACHYS LAMBRISOIDES |
ÁLCOOL - BAMBUSA VULGARIS |
| ALIMENTAÇÃO - BAMBUSA ASPER - BAMBUSA VULGARIS - DENDROCALAMUS - PHYLLOSTACKYS |
ORNAMENTAÇÃO - BAMBUSA GRACILIS - PHYLLOSTACHYS NIGRA - PHYLLOSTACHYS PURPURATA - ARUNDINARIA |
| CONTRUÇÃO - DENDROCALAMUS GIGANTEUS - ASPER - STRICTUS - BAMBUSA GUADUA - PHYLLOSTACHYS |
ARTESANATO - BAMBUSA VULGARIS - TULDA - TULDOIDES - PHYLLOSTACHYS |
PLANTIO – DEVE SER REALIZADO EM PERÍODO CHUVOSO.
CORTE – MESES SECOS, de preferência, na lua minguante e na idade adulta de 3 a 6 anos.
TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO
A – TÉCNICA BRASILEIRA
Consiste em embuchar (encher o oco do bambu com pedaço de madeira)
pregar – parafusar os ligamentos e dar acabamento com cipó-junco.
B – TÉCNICA UNIVERSAL – NOSSA METODOLOGIA
É a união das três técnicas mais antigas, respeitados e duráves do planeta.
C – TÉCNICA CHINESA
Encaixe de uma vara mais fina dentro de uma mais grossa, cortes, travamentos e encurvamento.
D – TÉCNICA INDIANA
Utilização do tabique (prego feito do próprio bambu)
E – TÉCNICA JAPONESA
Especialmente para acabamento, usa-se o cipó junco pra se fazer amarração e trançado.
F – TÉCNICA COLOMBIANA
Utilização de ferro, parafuso e arame nos ligamentos.
|
|
||||
Fonte: http://ccimbambu.com/
bambu.htm



















































Comments